quinta-feira, 15 de abril de 2010

Qual é o plano da salvação de Deus para o Homem?


Você está com fome? Não fisicamente, mas você tem fome de algo mais na sua vida? Há algo no fundo da sua existência que nunca parece ficar satisfeito? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus disse: “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede” (João 6:35).

Você está confuso? Você parece nunca encontrar um caminho ou um propósito na vida? Você tem a sensação de que alguém apagou as luzes e que você não consegue encontrar o interruptor? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus proclamou: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (João 8:12).

Você algumas vezes se sente como se estivesse trancado do lado de fora da vida? Você já tentou tantas portas, apenas para descobrir que o que havia atrás delas é vazio e sem sentido? Você está procurando por uma entrada para uma vida de realizações? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus declarou: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem” (João 10:9).

As outras pessoas sempre decepcionam você? Os seus relacionamentos têm sido superficiais e vazios? Parece que todos estão tentando tirar vantagem de você? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus disse: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas... Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas conhecem a mim” (João 10:11, 14).

Você imagina o que acontece depois desta vida? Você está cansado de viver a sua vida apenas por coisas que apodrecem ou enferrujam? Você algumas vezes duvida que esta vida tenha algum significado? Você quer viver após a sua morte? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente (João 11:25-26).

Qual é o caminho? Qual é a verdade? Qual é a vida? Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6).

A fome que você sente é uma fome espiritual, e só pode ser saciada por Jesus. Jesus é o único que pode remover a escuridão. Jesus é o portão para uma vida de satisfação. Jesus é o amigo e pastor que você tem procurado. Jesus é a vida – neste mundo e no próximo. Jesus é o caminho da salvação!

A razão pela qual você sente fome, a razão pela qual você se sente perdido na escuridão, a razão pela qual você não consegue encontrar um sentido na vida, é que você está separado de Deus. A Bíblia nos diz que todos nós pecamos e estamos portanto separados de Deus (Eclesiastes 7:20; Romanos 3:23). O vazio que você sente no seu coração é a falta de Deus na sua vida. Nós fomos criados para ter um relacionamento com Deus. Por causa do nosso pecado, nós fomos separados deste relacionamento. Pior ainda, nosso pecado nos fará permanecer separados de Deus por toda a eternidade, esta vida e a próxima (Romanos 6:23; João 3:36).

Como este problema pode ser resolvido? Jesus é o caminho! Jesus tomou o nosso pecado para si (2 Coríntios 5:21). Jesus morreu no nosso lugar (Romanos 5:8), levando a punição que nós merecemos. Três dias depois, Jesus ressuscitou dos mortos, provando a sua vitória sobre a morte e o pecado (Romanos 6:4-5) Por que ele o fez? O próprio Jesus respondeu a esta pergunta: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (João 15:13). Jesus morreu para que nós pudéssemos viver. Se nós pusermos a nossa fé em Jesus, acreditando na Sua morte como pagamento pelos nossos pecados – todos os nossos pecados são perdoados e levados embora. Nós então teremos a nossa fome espiritual saciada. As luzes serão ligadas. Nós teremos acesso a uma vida de realizações. Nós iremos conhecer o nosso verdadeiro melhor amigo e bom pastor. Nós iremos saber que teremos uma vida depois que morrermos – uma vida ressuscitada no Céu para a eternidade com Jesus!

"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16).

Você tomou uma decisão por Cristo por causa do que você leu aqui? Se sim, ore a Jesus assim:

"Senhor Jesus, Creio que tu és o meu salvador e senhor. Muito obrigado por me amar e morrer por mim na cruz. Em tuas mãos entrego o meu viver e quero que o Senhor oriente meus passos e minhas atitudes de hoje em diante. Amém."

(http://www.gotquestions.org/Portugues/Plano-da-salvacao.html)

Deus te abençoe

Valdolirio Junior (DINHO)
Ministro Local
PM Pentecostes
(83) 9631.5194 / 32352541
valdoliriojunior@gmail.com

sábado, 3 de abril de 2010

Mensagem da Cruz (Nani Azevedo)

O Escândalo da Cruz



O apóstolo Paulo resumindo o cerne da sua mensagem como missionário, afirmou: “Nada fiz conhecer entre vós do que a Cristo, e esse crucificado”. A cruz, desde os primórdios da história da Igreja – e hoje – tem sido considerada “um escândalo”. Humanamente, como pode um instrumento de execução vil do Império Romano ser transformada no símbolo maior da que é hoje a maior religião do mundo? Sabemos que três são os símbolos fundamentais para o Cristianismo: a manjedoura, a cruz e o túmulo vazio, e nem sempre todos os segmentos cristãos têm dado a devida importância a todos, ora enfatizando uns, ora não enfatizando outros. Mas eles são inseparáveis na economia da salvação.

As religiões do mundo – todas elas – negam e rejeitam a cruz e o seu significado, inseparável da Providência e da Graça de Deus, incompreensível para os que buscam a salvação na Lei, nas Obras, nas Mortificações ou na Reencarnação. Se a Graça é algo único, a Cruz também é algo único, como única é a fé gerada pelo Espírito Santo, que nos faz receber a Graça e aceitar as implicações da cruz.

Em tratando dos sacrifícios do Antigo Testamento, com os cordeiros imolados prefigurando o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, ensina a Palavra que: “sem derramamento de sangue não há salvação”. Pode ser difícil entender pelos olhos da carne, porque é um mistério insondável.

Mas, assim aprouve ao Pai agir em um Filho que se doou.

Muitas seitas paracristãs, como as Testemunhas de Jeová e os Mórmons, procuram “reinterpretar” o sentido da cruz; o mesmo se diga do Liberalismo Moderno e do Liberalismo Pós-Moderno, que acha “chocante”, “irracional”, “repulsivo” essa interpretação “forense” da cruz: alguém que toma o lugar de outro e paga a sua pena.

A obra de salvação se fez perfeitamente na cruz, e o sangue do seu Filho Jesus Cristo nos purifica de todo o nosso pecado, por ele somos lavados e justificados, e a cruz, que tem um lugar de honra em nossas igrejas, está vazia, porque Ele ali não ficou.

Por isso não podemos centrar a nossa mensagem em algo outro senão a cruz.

Por isso, contritos e com fé, cantamos “Rude Cruz”.

Cristo humilhou-se a Si mesmo e obedeceu à morte e morte de cruz. Por isso Deus O exaltou e lhe deu o nome que está acima de todos os nomes.

“Concede-nos misericordioso que, seguindo o caminho da cruz, seja este para nós vereda de vida e paz” (Livro de Oração Comum Brasileiro – LOCb).

Olinda (PE), 02 de abril de 2010,

Anno Domini.

+Dom Robinson Cavalcanti, ose
Bispo Diocesano

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Quaresma: Convocados à Reflexão Através do Jejum, Oração e Doação


Somos chamados nesta "Quadra Litúrgica" a revivermos a caminhada de Cristo até a consumação do seu ministério na cruz, celebrado na Semana Santa e concluída na "Ressurreição" com a grande Festa da Páscoa. Fomos, ainda, convocados pelo Escritório Diocesano de Capelanias, através da Revda. Keyla, a celebrarmos essa quadra em unidade (como cita o Rev. Quintino: "como purê de batatas do qual não se pode mais separar a mistura").
Através da Secretaria Diocesana de Intercessão quero aderir à “Campanha" e lançar mais um desafio à nossa demonstração de "unidade", que é real, estou certa disso, mas precisamos caminhar para que seja ideal, manifestada através dessa e outras iniciativas e adesões.
Na Mensagem Quaresmal do nosso Bispo D. Robinson, fomos desafiados à "penitência" no contexto social: como igreja, como nação, como família; o que nos leva a uma reflexão mais ampla.
Quero lançar, como sugestão, que representantes de cada comunidade, na pessoa de seu pastor, enviem mensagens (pequenos textos sobre o tema, orações com pedidos que atendam o contexto colocado pelo Bispo e pela Capelã).
Creio que temos muito a ganhar como Corpo de Cristo, como Diocese do Recife, como Igreja do Senhor, nesse exercício de adoração, fé, penitência e gratidão.
Essa é minha oração: “Perdoa-nos bom e misericordioso Deus, pois nem todas as vezes que ouvimos a tua voz temos sido obedientes ao teu chamado. Tantos ainda não assumiram diante de Ti o compromisso de multiplicarem os talentos recebidos, estão em dúvida ou tímidos. Fortalece-os, Bom Senhor, para que possam responder-te como teu servo Isaías: "eis-me aqui, envia-me a mim". É o que te pedimos em nome de Jesus. Amém!

Revda. Márcia Maria da Silva Coelho, Presbítera na Diocese do Recife; Secretária Diocesana de Intercessão; Ministra Encarregada do Ponto Missionário Anglicano Sarça Ardente, em Abreu e Lima-PE, no Arcediagado Norte.

Afirmando o Arrependimento

Nesse tempo de Quaresma já afirmamos a Pecaminosidade da criação caída, que a tudo, a todos e a todas as áreas atingiu no que o reformador João Calvino denomina, apropriadamente, de “depravação total”. O Pecado (maiúscula, singular) é o estado existencial básico causa dos pecados (minúscula, plural) como suas manifestações concretas e particulares, individuais e sociais/institucionais. Apesar de que cada cultura nacional ou regional e cada subcultura religiosa tenha, formal ou informalmente, criado categorias de pecados (“mortais” vs. “veniais”), tal valoração não encontra respaldo bíblico.
Ao Pecado se obtém a reação da Ira de Deus: a indignação contra o mal por parte de um Deus Santo.
Deus não quer que ninguém se perca e quer restaurar a Sua criação, visando a plenitude do Seu Reino. Há um caminho de volta, de retorno, de recomposição, de reconciliação, que passa, preliminarmente, por um requisito inegociável: o Arrependimento.
Os Profetas, levantados e inspirados por Deus, pregaram a mensagem de arrependimento às pessoas e aos povos. João, o batista, pregou a mensagem de arrependimento. Pedro respondeu aos novos convertidos no Dia do Pentecostes, que a primeira coisa que eles tinham de fazer era se arrepender.
Arrependimento não é um vago sentimento de culpa, um remorso, de fundo emocional, sem maiores consequências, podendo ser superado por exercício de catarse. Arrependimento é algo profundo e vindo do alto, existencialmente significativo. O arrependimento eficaz produz mudanças. Não há perdão sem arrependimento.
As lamentáveis controvérsias teológicas do início do século XX nos Estados Unidos (fundamentalismo vs. liberalismo; criacionismo vs. evolucionismo; evangelho individual vs. evangelho social), fragmentaram e parcializaram o conteúdo da mensagem, atingindo – mais ou menos – todos os segmentos ortodoxos protestantes norte-americanos, com desdobramentos trágicos para a saúde e a missão da Igreja. As Igrejas Orientais, a Igreja de Roma e o Protestantismo Europeu, por seu lado, foram minimamente afetados. O conceito de pecado social/institucional exige, também, um arrependimento de coletividades, como pretendeu Jonas em relação à Nínive (p.ex.).

Para que haja o necessário arrependimento, temos que ter quem anuncie a realidade do pecado e a sua exigência. E aqui entra a exposição da Lei. É evidente que nem o universalismo, o sacramentalismo, e o liberalismo, internamente, nem o secularismo, o multiculturalismo e o “politicamente correto” externamente, não irão nem afirmar a natureza do pecado nem a necessidade do arrependimento, como a Bíblia nos ensina. Parcelas do conservadorismo protestante irão apenas fazê-lo ao nível individual, silentes no social/institucional, e os liberais farão o oposto.
Há um Arrependimento (maiúscula, singular) na nossa conversão e decisão de receber a Cristo como Salvador e a segui-lo como Senhor, e arrependimentos (minúscula, plural), dos males do nosso cotidiano de falhas, todos movidos pela ação do Espírito Santo.
Arrependei-vos! Arrependamo-nos!
O nosso Rito II de Quarta-feira de Cinzas, início da quaresma, diz: “Sentimo-nos envergonhados, tristes e arrependidos dos nossos pecados”. E: “Deus nosso Pai, tu criaste-nos do pó da terra; concede que estas cinzas sejam para nós lembrança da nossa mortalidade e sinal da necessidade de arrependimento...” (LOCb).
+Dom Robinson Cavalcanti, ose
Bispo Diocesano

Afirmando a Pecaminosidade


Nossos primeiros pais – Adão e Eva – como “procuradores da humanidade”, assessorados por satanás, optaram por romper um relacionamento perfeito com o Criador e foram expulsos do Paraíso. Como consequência dessa Queda, desse Pecado Original, a entropia física, emocional, espiritual e moral, as enfermidades, as guerras, os conflitos e a morte, antivalores no lugar de valores, Principado das Trevas no lugar do Reino da Luz.
Vivemos no tempo e no espaço, na cultura e na história com uma natureza caída, portadora, ainda, de uma pálida imagem e atributos do Criador, porém marcada pelo portar da maldade, perdida em seus delitos e pecados.
Frei Beto descreve esse estado com uma frase: “Nascemos todos com defeitos de fabricação e data de vencimento”. Os “defeitos de fabricação” são as expressões peculiares da pecaminosidade em cada um de nós: os pecados por pensamentos, palavras, obras e omissões, contra Deus, contra o nosso próximo, contra nós mesmos e contra a criação; a “data de vencimento” é a morte física inevitável.
A Palavra de Deus nos afirma não existir uma única pessoa justa, mas que todos pecaram.
O ser humano caído detesta se confrontar com o fato da queda. Uma jovem certa vez escreveu em um jornal carioca a seguinte definição: “Pecado é dizer que o pecado existe”. Sabemos que apenas o Espírito Santo é quem convence do pecado.
Os seres pecadores, ao se associarem, criam famílias pecaminosas, cidades pecaminosas, culturas pecaminosas, regimes políticos pecaminosos, sistemas econômicos pecaminosos, ou seja, distantes ou em conflito com o projeto original do Criador, explicitado, também, na Lei e nos Estatutos revelados.
“Sou assim porque Deus me fez assim”, é a frase de desculpa para os defeitos de fabricação não assumidos.
Toda criação é defeituosa e geme por sua redenção.
Diante do males do século, dos males da igreja e dos males de cada um de nós, tomemos esse tempo de Quaresma para crescer em conscientização, e anunciar por todos os meios, com convicção, alto e bom som, a Pecaminosidade da Humanidade e do que ela cria.


+Dom Robinson Cavalcanti, ose
Bispo Diocesano

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